[ATUALIZAÇÃO-19/01-19h14m] O site UOL Jogos informa que as lan-houses do estado de Goiás já estão sob a fiscalização do PROCON e que a multa para os estabelecimentos que mantiverem os jogos em seus computadores é de 5 mil reais por dia. Se o local persistir em desobedecer a decisão judicial ele será interditado.
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[ATUALIZAÇÃO-19/01-12h02m] A EA do Brasil liberou uma nota à imprensa afirmando aquilo que dissemos no Digecast Audiogame 2, que o mapa cs_rio não faz parte do conteúdo original do jogo, é um conteúdo independente criado por usuários. Leia a nota na íntegra:
“A EA ainda não foi notificada pela Justiça, mas esclarece que itens como traficantes, a cidade do Rio de Janeiro, favela, trilha sonora funk e pontuação extra por matar PMS, não fazem parte do jogo original. Estas modificações foram criadas por pessoas que não têm qualquer tipo de ligação ou relacionamento com ambas as empresas e que dispuseram seu download gratuitamente pela internet. A EA aguarda notificação judicial para poder tomar as devidas providências.”
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[ATUALIZAÇÃO-18/01-15h34m] O Audiogame.com.br entrou em contato com o PROCON de São Paulo para saber quais serão as medidas tomadas no estado. A representante que nos atendeu disse que ainda não sabia, mas que hoje ou segunda feira teria uma resposta, assim que tivermos mais informações nós as postaremos aqui.
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O seguinte texto foi postado no site do PROCON nesta manhã e informa que Counter-Strike e EverQuest não poderão mais ser vendidos nem jogados em lan-houses:
“Em cumprimento de decisão judicial proferida pelo Juízo da 17a Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, válida em todo o território nacional, nos autos da Ação Civil Pública n° 2002.38.00.046529-6, o PROCON/GO está apreendendo no Estado de Goiás os jogos virtuais de vídeo-games e computadores: “Counter-Strike” e “Everquest”, que foram considerados impróprios para o consumo, na medida em que são nocivos à saúde dos consumidores, em ofensa ao disposto nos artigos 6, I, 8, 10 e 39, IV, todos do Código de Proteção e Defesa do Consumidor.
O jogo “Counter Strike” (reféns, bomba, fuga, assassinato, armas, técnicas de guerra, táticas de guerrilha) reproduz a guerra entre bandidos e policiais e impressiona pelo realismo. O jogo foi criado nos Estados Unidos e adaptado para o Brasil. No vídeo-game, traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas. A polícia invade o local e é recebida a tiros.
O participante pode escolher o lado do crime: virar bandido para defender a favela sob seu domínio. Quanto mais PM´s matar, mais pontos. A trilha sonora é um funk proibido. Nessa escala de violência, cada um escolhe suas armas: pistolas, fuzis e granadas. Na visão de especialistas, o jogo ensina técnicas de guerra, haja vista o jogador deve ter conhecimento sobre táticas de esconderijo, como se estivesse numa guerrilha.
O jogo “Everquest” leva o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos “pesados”; pois as tarefas que este recebe, podem ser boas ou más. As más vão de mentiras, subornos e até assassinatos, que muitas vezes depois de executados, o jogador fica sabendo (ou não) que era apenas uma armadilha para ser testado para entrar em um clã (grupo).
Os jogos violentos ou que tragam a tônica da violência são capazes de formar indivíduos agressivos, sobressaindo evidente que é forte o seu poder de influência sobre o psiquismo, reforçando atitudes agressivas em certos indivíduos e grupos sociais.
Todo consumidor goiano que se deparar com a distribuição e comercialização dos jogos virtuais “Counter-Strike” e “Everquest” deve acionar o PROCON/GO, via telefone 151 ou por meio do e-mail: consulta@procon.go.gov.br, visando a apreensão destes produtos.”
Perceba que a decisão é válida para “todo o território nacional”.
Esse imbecis mostram claramente que não sabem do que estão falando e não entendem os videogames.
Caros leitores, isto é censura! O Audiogame.com.br é completamente contra a censura de qualquer forma e pedimos, encorajamos e apoiamos a disseminação desta informação nos seus blogs, sites, podcasts, fóruns, etc. Critiquem esta ação inaceitável que viola os direitos dos cidadãos de escolherem o que querem comprar e que tipo de entretenimento querem para si e suas famílias. Os direitos de artistas, programadores e produtores de criar um conteúdo e comercializá-lo da maneira que decidirem. Os filhos-da-puta que tomaram esta decisão estão atrasando não só a indústria dos games no Brasil, mas o país como um todo com uma decisão destas.
A censura é inaceitável não importa suas motivações e as desta decisão vem de idéias mal formadas sem nenhuma base nos estudos científicos feitos sobre o assunto.
Fonte: http://www.procon.go.gov.br/procon/detalhe.php?textoId=001072