Odiado por alguns, indiferente para outros, amado por todos que acham que tudo o que a Apple faz é divino, ninguém sabia se o iPhone teria suporte a games “de verdade” algum dia. Ficamos sabendo hoje que sim, ele vai ter.
Numa demonstração do novo kit de desernvolvimento para o iPhone, a Sega mostrou Super Monkey Ball. Lembre-se, o iPhone tem acelerômetro, então provavelmente teremos que mover o telefone para mexer as bolas… ok, faça a piada que quiser.
Já a EA foi mais longe e mostrou uma versão de Spore para iPhone. Sim, até para iPhone. Parece que é bem simples usar as ferramentas do celular, pois as demonstrações foram construídas num mísero tempo de duas semanas. E o presidente da EA confirmou que vem mais games por aí.
E o pior é que o hardware parece muito bom. As imagens não são toscas, mesmo.
Tem o Guitar Hero III de Xbox 360 ou PS3? Aproveite, pois temos músicas novas. Há um pacote pago, com três músicas de “metal moderno”. Tem “Hole in the Earth” do Deftones; “The Arsonist” da banda Thrice; e “Almost Easy“, do Avenged Sevenfold. Eu, sendo um puta fã da banda, estou puto por terem escolhido Almost Easy, provavelmente porque ela foi o 1º single do (não tão) novo CD. Ela é uma das mais fracas do álbum e não tem lá uma guitarra tão inspirada. Mas enfim, é A7X pelo menos…
Mas esse aí é o pacote pago. Para comemorar o St Patrick’s Day, a Activision disponibilizou de graça três faixas da banda de Punk Dropkick Murphys – sabe aquela música muito foda do filme Os Infiltrados? Então, é deles. O pacote será gratuito e deve chegar na semana que vem. Quando não se paga 1 centavo por conteúdo extra, não dá para reclamar. Se estiver interessado, as músicas são “Famous for Nothing“, “(F)lannigan’s Ball“ e “Johnny, I Hardly Knew Ya“.
A qualidade está uma bosta nesse link, mas essa última é sensacional, é uma canção irlandesa antiga, versão punk. Ouça e imagine essa no Rock Band.
Sabe o Jeff Gerstmann, o cara que foi demitido do Gamespot por ter dado nota baixa para o Kane & Lynch e tal? Então, ele estava com o blog pessoal dele durante três meses. Agora, ele estréia seu novo projeto: o GiantBomb.com
Por enquanto é só um blog, atualizado com reviews e um podcast. Mas o lance é que o blog vai se tornar um grande site de games no meio do ano, e ele até está fazendo vídeos chamados “How to Build a Bomb“, onde Jeff vai mostrar várias etapas da criação do novo site. Por enquanto só sabemos que Ryan Davis, também ex-Gamespot, está junto com ele na empreitada.
Jeff Gerstmann é, na minha opinião, um dos caras mais foda da imprensa de games, e vê-lo de volta à ativa é ótimo. Boa sorte ao cara. E você, leia as coisas que ele escreve.
Para os que não sabem o que é Audiosurf há um preview completo aqui no site, então sugiro que vocês entrem aqui para ficarem situados.
Audiosurf é uma experiência audio visual que, por sorte, vem com um jogo. Ele junta todo de bom de jogos de puzzle de ritmo como Lumines, coloca uma pitada de Rez com seus efeitos visuais e sonoros psicodélicos e pistas mirabolantes de jogos de corrida futuristas como F-Zero e Wipeout.
Existem basicamente duas maneiras de jogar Audiosurf, uma que foca mais no aspecto puzzle e outra que tem um pouco mais a ver com a idéia de surfar a musica. Quando se escolhe uma das personagens Mono, você verá que há blocos coloridos que mudam de cor e blocos cinza que são incapazes de formar combinações, ou seja, você não precisa se preocupar com fazer combinações. Basta desviar dos blocos cinza e curtir a música.
No caso das outras personagens, o jogo é totalmente diferente, mais complexo, focando em fazer combinações de cores enquanto se viaja pela musica. Durante uma musica aparecem blocos de diversas cores e o objetivo é fazer as combinações sem estourar o limite de blocos por coluna. Cores mais quentes dão mais pontos, porém tendem a serem mais raras em uma partida. Então você tem sempre que manter em equilíbrio as combinações de poucos pontos com os blocos mais quentes sem estourar o limite.
Para tornar a experiência mais diversificada cada personagem possui uma habilidade especial diferente enquanto um é capaz de segurar blocos para usar a qualquer hora outro pode apagar todos de uma certa cor, outra embaralhar todos os blocos já coletados, uma quarta pode ainda mover os blocos que já foram acrescentados no plano horizontal, existe ainda uma personagem que são duas naves, ótimo para jogar com alguém ou para testar a sua coordenação mantendo essencialmente dois jogos simultâneos e complementares , enfim, o que não faltam são maneiras diferentes para atingir a melhor pontuação possível.
O que se tem no final é uma diversidade enorme em estilos de jogo onde um não é necessariamente melhor do que o outro, mas sim são diferentes e proporcionam uma experiência adequada para qualquer tipo de jogador.
Além do fato de se ter uma quantidade infinita de pistas (isso dado que a indústria fonográfica continue operando) o jogo te incentiva a jogar as musicas mais de uma vez para melhorar sua pontuação através de leaderboard globais, locais e entre amigos. Caso alguém supere a sua pontuação você receberá um e-mail incentivando-o a retomar o seu trono, tornando o jogo altamente competitivo a pesar de não ter um modo multiplayer propriamente dito.
O jogo também disponibiliza uma lista de musicas mais jogadas no mundo todo e uma das musicas mais jogadas por seus amigos, mantendo a experiência competitiva rodando. Isso sem contar os achievements do STEAM que tornam as partidas mais variadas do que só buscar a maior pontuação.
Graficamente Audiosurf realmente brilha, literalmente, a cada combinação, a cada bloco é como estourassem fogos de artifício por toda parte. As pistas são coloridas e cheias de curvas, algumas até tem parafusos durante o percurso. É simplesmente emocionante, até porque o jogo é levíssimo, roda em praticamente qualquer máquina, até roda em laptops. Tudo que você precisa é de um processador com 1,6 GHz, 512MB de RAM e uma placa de vídeo de 32MB (preferencialmente com pixel shader 3.0). Mesmo nas configurações mais baixas o jogo não é feio, só não é tão impressionante quanto pode ser.
Todos os pontos negativos sobre o jogo desapareceram conforme os patches foram lançados, vários bugs e problemas de desempenho foram consertados e, espero eu, o jogo provavelmente continuará evoluindo como é o caso da maioria dos jogos no STEAM.
Mesmo que não tivesse tanta variedade Audiosurf valeria a pena simplesmente pelo fato de criar pistas divertidas com as musicas que você adora. Custando apenas dez dólares, e com o dólar constantemente caindo, vale a pena dar uma olhada no demo e você também verá que esse jogo é um dos melhores passatempos, em minha opinião superando até o clássico “não tenho nada para fazer” paciência.
Resumo da ópera para quem não ta com vontade de ler o texto que eu escrevi com tanto carinho: